Diálogo Interativo

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05 março, 2009

Como a crise financeira se autoalimenta

Assunto vai, assunto vem, e os jornais mantém na pauta o assunto da crise financeira internacional. Grandes empresas anunciam prejuízos astronômicos, outras tantas demitem milhares de trabalhadores, bolsas de valores caem em todo o mundo... Quebradeira total!

Para o cidadão comum e razoavelmente bem informado, deve ser difícil entender como créditos podres do mercado imobiliário dos EUA puderam contaminar todo o mundo capitalista. Pensando nisso, lembrei de um texto, reproduzido abaixo, que recebi pela internet logo no início da "crise". Desconheço o autor, mas, para mim, o texto diz, guardadas as devidas proporções, exatamente o que está acontecendo com o Senhor Mercado.

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente. Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes.

Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava.

As vendas foram aumentando. Cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender à grande quantidade de fregueses e o negócio prosperava. Seu cachorro quente era o melhor de toda a região!

Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho.

O menino cresceu e foi estudar Economia numa das melhores faculdades do país. Finalmente, o filho, já formado, voltou para casa e notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele: "Pai, então você não ouve rádio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar."

Depois de ouvir as considerações do filho estudado, o pai pensou: "bem, se meu filho estudou Economia, lê jornais, vê televisão, então só pode estar com a razão."

Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior) e começou a comprar salsicha mais barata (que era, também, pior). Para economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda na estrada. Abatido pela notícia da crise, já não oferecia o seu produto em voz alta...

Tomadas todas essas "providências", as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis. O negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia, quebrou.

O pai, triste, então falou para o filho: "Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise."E comentou com os amigos, orgulhoso: "Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar Economia. Ele me avisou da crise..."

PS 1: Na semana que vem escrevo mais profundamente sobre a "crise".

PS2: Domingo é 8 de março. Que um dia as mulheres, maioria da Humanidade, não precisem de um dia específico no calendário para serem lembradas e valorizadas.

4 Comments:

  • At 00:09, Blogger Leandro Andrade said…

    João Flávio, antes de mais nada
    quero agradecer a colaboração ao meu "Diário de Plantão". Coisa de estudante de 6º período empolgado, sabe como é, né?rs
    "Cidade Partida" ainda não li, mas soube da crítica sobre ele, realmente dizem ser muito boa. Logo vou adicioná-lo à minha bibliografia. Este texto que você postou combina bem com a questão dos investimentos urgentes que precisam ser feitos, o mais rapidamente, como incentivo ao crédito nacional. Espantar de vez o medo das pessoas de investirem e de comprar, claro, com muita cautela. Às vezes, surgem notícias de pessoas, empresas e países que estão aproveitando e muito bem esta situação de crise para dar a volta por cima. Exemplo disso é a própria China que insiste em não parar de investir. No caso deste texto, levar demais na teoria e deixar de reconhecer a realidade na prática, pode ser a saída mais arriscada! Abraços

    Leandro Andrade
    diariodeplantao.blogspot.com

     
  • At 00:12, Blogger Leandro Andrade said…

    Maneiro...Radialista também?
    Qual o nome do programa?
    Estou escrevendo uns roteiros pra Rádio Online da PUC. Vejamos se irá sair algo legal.
    abraços

     
  • At 00:19, Blogger Leandro Andrade said…

    Realmente...rodoviária é muita polêmica pra gente postar por aqui, não é mesmo?ssrrsrs
    Mas se pelo menos derem uma desafogada no trânsito já seria fantástico. Talvez se houvesse mais pontos de apoio, como os pontos de ônibus lotação, e não necessariamente rodoviárias, talvez daria uma equilibrada. Além de aproximar mais esses acessos aos usuários em suas respectivas regiões. Mas cá pra nós, eu que resido aqui no Salgado Filho, acho ótimo a possibilidade do terminal vir pra cá. Facilitaria demais. Ontem o prefeito disse que vai só esperar a conclusão do estudo de impacto, mas parece que tem 50% de chances de isso ocorrer.
    Abraços

     
  • At 00:05, Blogger Leandro Andrade said…

    Oi Joao...Como está?
    Tem postagem nova no meu blog.
    Depois passe por lá, ok?
    Grande abraço!
    Leandro

     

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