Diálogo Interativo

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08 agosto, 2006

Chuchu na saia justa

O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, passou apertado ontem ao ser entrevistado ao vivo pelo Jornal Nacional, da Rede Globo. Esquivou-se dos temas colocados, como o envolvimento do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) no valerioduto, assumiu que o PSDB muda de idéia segundo as próprias conveniências (claro que disse isso de forma velada) e usou as bravatas típicas de candidato paulista — sem bairrismo, mas os bordões de campanha paulista são amplamente conhecidos; coisas como "não vou me omitir, não vou me esconder e vou liderar este trabalho", sobre a questão da segurança pública, "vou fazer", "vou prender", "fiz isso, fiz aquilo"... como se tudo dependesse só do presidente da República.
Sempre tive boa impressão do ex-governador quando ainda governava o Estado de São Paulo. Herdeiro político do ex-governador Mário Covas, morto pelo câncer em 2001, sempre achei que Alckmin seguria a trilha do velho PSDB, dissidência do PMDB surgida no final dos anos 80 com a proposta de se posicionar um pouco mais à esquerda do que o velho MDB, que havia se transformado no que é hoje, um partido disforme, esquizofrênico, um saco de gatos. "O PMDB é mais um movimento do que um partido" escreveu-me um amigo leitor para este blog certa vez. Pois é verdade. Daí a dissidência que resultou no tucanato.
E o PSDB caminha para a mesma esquizofrenia. Alckmin é representante de si mesmo. E nada mais. Amargou hoje queda nas pesquisas, conforme levantamento da CNT/Sensus (leiam no site da Folha de S.Paulo), a que chamou de "piada". Mais uma bravata à paulista.
Aguardemos as próximas entrevistas no JN. Hoje é a vez da candidata do PSOL, Heloísa Helena. Amanhã comento, se conseguir chegar em casa a tempo de ver.

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