Diálogo Interativo

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29 janeiro, 2010

A matança segue, normal, corriqueira, banal...

Quarta, 27 de janeiro, BR 116. Cinco vidas perdidas. Bagagem com roupas de banho e protetores solares espalhada no asfalto. Sangue. Corpos dilacerados. Metade do carro literalmente moída. Uma família dizimada pela imprudência. Dor e choro no velório. De quem é a culpa?

Campanhas educativas, operações e conselhos das Polícias Rodoviárias, fiscalização, nada parece fazer efeito. E não adianta culpar o traçado e as condições das rodovias. De cada dez acidentes, nove ou mais poderiam ser evitados se nós dirigíssemos e atravessássemos as ruas com mais atenção, respeitando os nossos limites.

O principal palco mineiro para as tragédias sobre rodas é a BR 381, trecho norte. Tem curvas? Tem. Muitas! Mas tem também asfalto liso, boa sinalização, inclusive para rodar à noite. Passei por lá em julho passado. Mesmo assim, o asfalto é cheio de marcas de batida, sobretudo nas curvas. Ora, se a rodovia é assim, dirija-se mais devagar, sem pressa, sem ficar impaciente com o caminhão na frente.

Um traço cultural desta rodovia é o motorista de trás abrir farol alto na traseira da gente, praticamente nos obrigando a sair pro acostamento. Andar no acostamento é infração gravíssima. Mas vem a escolha: ou saímos ou sabe-se lá o que pode acontecer...

Temos muita pressa, tudo é com pressa, é pra ontem. Aí vamos para debaixo da terra mais depressa, fazemos nossas famílias sofrerem mais depressa. Sinal dos tempos.

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