Diálogo Interativo

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08 setembro, 2006

Eu voto em... porque...

Estamos a 23 dias das eleições. As preferências vão se definindo, o número de indecisos é cada vez menor, o quadro vai se desenhando muito próximo do que as urnas vão falar quando abertas. Do resultado, vai depender o destino de uma nação de mais de 180 milhões de pessoas. Não é coisa para se brincar.
Durante toda a minha vida de militante, sempre acreditei que é possível transformar a realidade através da atividade política. E uma das coisas que mais me chamam a atenção nos meus 17 anos de eleitor e 15 anos de filiação ao PT são as razões que levam as pessoas a optar por este ou aquele candidato, este ou aquele partido.
É até difícil falar em partido político no Brasil, país que prima pela total inexistência de leis que garantam um mínimo de fidelidade partidária a quem se elege. Temos nada menos que 29 agremiações. Os partidos deveriam defender determinados programas para o desenvolvimento e para o gerenciamento do Brasil e dos entes federados — Estados e Municípios. O cidadão deveria tomar conhecimento de todos os programas partidários, identificando qual deles chega mais próximo do que ele, cidadão, quer para nossa terra. Uma vez escolhido o partido, procuram-se as pessoas dentro da legenda que melhor se encaixam e se identificam com o conteúdo programático. Assim fiz ao escolher o PT, assim faço ao definir em quem voto a cada eleição.
As pessoas escolhem em quem votar por uma infinidade de razões, umas lógicas e outras nem tanto. Vota-se no parente, no amigo, no amigo do amigo, no patrão. Vota-se em quem deu isso ou aquilo, ou seja, em quem comprou o voto. Vota-se por achar o candidato simpático, por retribuição a algum favor, por algum bordão dito na propaganda no rádio e TV, por protesto, para fazer piada, vota-se por medo.
Vota-se para garantir vantagem pessoal após a eleição, para não desagradar a família que tradicionalmente vota em fulano ou sicrano. Vota-se no candidato que diz o que o eleitor quer ouvir, mesmo que não seja verdade ou que não seja executável. Vota-se em quem está na frente, para "não perder o voto"...
Vota-se porque as ações de governo mudaram a vida das pessoas, vota-se para experimentar outra forma de governar, vota-se em quem fará projetos de lei que resguardem interesses, legítimos ou não.
As opções na hora de votar variam também em função do nosso papel na sociedade. Cada cidadão ocupa diversos espaços, e como diria Marx, a existência social determina a consciência do indivíduo.
Se a população fizesse a mínima idéia do quanto o voto interfere nos destinos do país, não trataria o assunto como discussão de time de futebol. Se o meu Cruzeiro não ganha campeonatos, o pior que pode acontecer é ouvir algumas piadinhas infames. Já quando o rumo da nação é desvirtuado por quem deveria representar nossos interesses de povo, todos nós perdemos, em maior ou menor escala.
Não vou usar este espaço para pedir votos a você, caro leitor. Mas tomarei a liberdade de, nos próximos dias, escrever a respeito das minhas opções, sem a pretensão de convencer quem quer que seja.
Bom fim de semana.

2 Comments:

  • At 11:00, Blogger Carmen said…

    Oi, João... muito oportuna a sua reflexão sobre as razões do voto, me deram até um certo sentimento de culpa por algumas opções que já fiz.

    Estamos aguardando a "revelação" de seus candidatos. Quando é que vai ser?!?

    Beijo.

     
  • At 16:58, Blogger João Flávio Resende said…

    Oi, Carmen.
    Na próxima semana vou escrever um post por dia falando das pessoas em quem vou votar, seguindo a ordem de votação na urna eletrônica: segunda, deputado federal; terça, estadual; quarta, senador (a mais difícil); quinta, governador; e sexta, presidente.
    Quero escrever textos curtos mas bem fundamentados, o que não poderei fazer antes de segunda (18) por absoluta falta de tempo.
    Beijo.

     

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